Crowdfunding: Documentário sobre a Queima do Judas de Vila do Conde

Quando me dispus a iniciar este projeto que se dá pelo nome de Jogos, Música, Acção, tinha o intuito de expôr as minhas opiniões e experiência, mas certamente também de promover o que se faz por Portugal, na área das artes (com alguma incidência nas digitais). E é neste contexto que surge este post.

Como projecto final do Mestrado Multimédia da Universidade do Porto, João Pedro Azul produziu um documentário sobre a Queima do Judas de Vila do Conde.

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  Este documentário de narrativa não-linear e em suporte digital via Web, pretende expor o processo de construção do evento Queima de Judas de Vila do Conde, desde a sua concepção até à sua apresentação. Será criada uma plataforma online onde o utilizador poderá navegar pelo filme mediante o seu interesse e curiosidade. O mesmo estará dividido em diferentes itens fazendo correspondência às diferentes áreas da sua produção.

Com o intuito de promover e divulgar uma tradição milenar da cidade de Vila do Conde, a associação cultural Nuvem Voadora pretende disponibilizar gratuitamente este documentário online, de forma a estar acessível a todos. Para tal foi criado um projeto de Crowdfunding, na plataforma MassiveMove.

São solicitados 3000€, cuja finalidade é de basicamente pagar as despesas inerentes ao projeto, tais como: pagar o aluguer da câmara, criação do site e alojamento, produção do DVD e despesas com a promoção. Ao apoiar com 20€,  têm-se direito a uma menção no genérico como apoiante, newsletter do processo e um DVD enviado por carta registada. Os mais abastados podem ir até aos 1000€ e têm outras regalias, basta consultar na plataforma quais os montantes e os privilégios.

Quero terminar com duas observações:
1. O maior privilégio que temos, é o de estarmos a ajudar a dar vida a um projeto rico e inovador, exportando a nossa cultura internacionalmente como a web permite. E 20€ acaba por ser um valor bem simbólico tendo em conta que ainda recebemos um exemplar do dvd. Bem vistas as coisas estamos a “financiar de borla”.

2. Num curto espaço de tempo, eis que me deparo novamente com a atividade de mais um antigo colega/amigo de mestrado (é sinal que foi uma colheita de inconformados e pró-activos 😛 ). O João Pedro é, realmente, das pessoas que conheço mais competentes para levar a cabo esta empreitada. Para ele e para este projeto, as maiores felicidades.

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Estranha Forma de Vida – Uma História da Música Popular Portuguesa

 

Um dia destes ao fazer zapping dei de caras com um documentário em que estavam a falar de António Variações, Heróis do Mar, GNR.  Fui  consultar o guia  e reparei que se chamava Estranha Forma de Vida.

Adorei o episódio, mas senti-me um pouco frustrado, pois já tinha visto várias vezes esse nome na programação, mas como associava a um documentário sobre a Amália ou sobre o Fado em geral deixava passar. Não me levem a mal, eu gosto de Fado e aprecio sobejamente a Amália, mas não é o que mais me apetece ver na televisão ao fim de um dia de trabalho.

Ultrapassada a frustração, fiz uma pesquisa e até foi fácil de encontrar online!

O percurso da música popular portuguesa desde a década de 30 até à atualidade

“Estranha Forma de Vida” traça, ao longo de 26 programas, o percurso da música popular portuguesa desde a década de 30 até à atualidade, com base no Arquivo da RTP e nos testemunhos de cantores, compositores, produtores e outros atores fundamentais em todo este percurso. De entre as entrevistas exclusivas, contam-se nomes como os de Simone de Oliveira, Madalena Iglésias, José Cid, Sérgio Godinho, Jorge Palma, Pedro Abrunhosa ou Ana Bacalhau.

O documentário de 26 episódios é da autoria de  Jaime Fernandes (direção), João Carlos Callixto e Viriato Teles e felizmente para mim ( para todos nós) é possível ver os episódios no site da RTP, mas choca-me que uma belíssima produção tenha passado quase ao lado, enquanto que somos bombardeados com casas e segredos todos os dias.

António Variações

Para quem gosta de musica, gosta de história e da nossa cultura, é um bom documentário que expõe a história da música em Portugal, parcialmente organizado por décadas e estilos ou movimentos musicais. Fala-se dos artistas, das obras, dos programas de referência que ajudaram  a tirar do anonimato ícones da nossa cultura musical e não só, não fosse Zeca Afonso também um ícone da liberdade e contestação, entre muitos outros artistas.

 

Agora vendo bem, apesar de me ter induzido em erro, o nome escolhido assenta que nem uma luva, pois realmente que estranha forma de vida essa protagonizada por  nomes que hão de ficar para sempre na nossa memória e músicas que hão de ficar para sempre nos nossos ouvidos e nossos corações?

 

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Apesar de ser uma série de 2011 / 2012, o que também não é tão antiga quanto isso, ainda vão a tempo de ver, isso porque o documentário vai apenas até a primeira década do século XXI. E mesmo que assim não fosse, é um testemunho histórico da música em Portugal e como tal é intemporal. E como tal eu  espero mais produções do género. E como tal,  estranha é a forma de vida de quem prefere um reality show  desprovido de cultura a este excelente documentário!