Um guia para Dota e a produção de conteúdos da comunidade gamer!

 

Acabei de publicar o guia “Where’s my manners? – Bristleback Guide“.

A minha ideia de criar este guia veio de:

1º do meu interesse neste fenónemo, que só no mês passado teve  9 650 670 jogadores (únicos), chamado Defense of the Ancients 2, mais conhecido por DotA2.

2º e a razão mais importante, depois de um curso sobre “Videojogos e Educação”, interessei-me imenso pelo estudo sobre como alunos abaixo da média, com dificuldades em fazer os trabalhos ( e muitas vezes nem os fazem), conseguem produzir conteúdo relacionado com os seus jogos preferidos, publicá-los e partilhá-los em diferentes medias e canais ( Steinkuehler,  Squire, 2014).

3º indo ao encontro dos dois pontos anteriores, decidi-me a  compreender melhor a comunidade, integrando-me  na comunidade. Só assim, discutindo resultado e partilhando experiências, se percebe o quão comprometidos estão os jogadores com o jogo.

De facto! Como é que um aluno que não sabe quais as dinastias Portugueses ou que a baleia é um mamífero, mas sabe que:   Bristleback é o herói da categoria Strength (Força) com maior crescimento de inteligência (2.8 pontos) , mas tem a inteligência base mais baixa do jogo ( 14 pontos)? Isso traduz-se que no nível 2 Bristleback tem uma Mana Pool (Quantidade de Mana) de 218!!  218 de Mana possibilita lançar 4 vezes a  Quill Spray e 2 vezes o seu   Viscous Nasal Goo. Devido ao reduzido Cooldown ( 3 segundos apenas para os Quills),esvaziamos por completo a Mana Pool em apenas 14 segundos. Conclusão; numa fase inicial é necessário comprar itens que aumentem a inteligência de Bristleback. Agora, que itens? Qual o melhor investimento no inventório? Será preferível itens para aumentar a regeneração por segundo de Mana, ou para aumentar a Mana Pool?

Podia continuar aqui a fazer contas, para ver qual o melhor Build ( o Build é o conjunto de itens e ordem de desbloqueio de habilidades) para o Bristleback, ou para outro herói qualquer. As combinações são infinitas, dependendo da estratégia adoptada, do herói , do tipo de item, da equipa adversária e da nossa equipa ( combinações de 5 heróis), de como a partida está a decorrer, etc…

Estas são as contas típicas que um jogador de DotA2 faz. Continuo a achar que, saber que a baleia é um mamífero porque se alimenta de leite na infância e respira por pulmões e não guelras, é bem mais fácil do que calcular o ganho de inteligência, ou de força ou agilidade dos heróis do DotA2. E acreditem que isso complica bem mais, quando começamos a considerar itens e habilidades que funcionam por probabilidades de acontecimento, e aqueles que têm bonificações que não acumulam, enfim…

Quem concede dominar estes cálculos não consegue encontrar a hipotenusa? A questão não é o conseguir. É a motivação para o conseguir. O engajamento  que ambas as tarefas produzem é bem diferente. Se o Ultimate do Bristleback fosse um triângulo rectângulo, aposto que haveria  + 9 650 670 pessoas no mundo que saberiam o teorema de Pitágoras.

Continue reading

Advertisements