Todos os jogos são sérios, mas só alguns são Serious Games!

No 2º Encontro de Jogos e Mobile Learning assistia à conferência de Licínio Roque, quando este referiu que se recusava a usar a expressão Serious Games. A justificação é simples, isso significa que por definição os restantes jogos não sejam sérios. Compreendo e aceito, mas não adopto.

Palestra de Lícinio Roque a encerrar o 2ºEncontro de Jogos e Mobile Learning

É uma questão de catalogação. Aliás, Sawyer e Smith, no seu excelente trabalho de identificação da Taxonomia dos Serious Games fazem a mesma observação; “All Games are Serious”, no entanto continuam a fazer uma distinção clara dessa coisa que parece estar na moda, os Serious Games.

Pode ser resquícios da minha formação ( fui aluno de Biologia no secundário), mas a verdade é que eu pessoalmente sinto-me mais confortável quando consigo classificar as coisas, sejam espécies animais, sejam géneros musicais ou videojogos. Aliás, tal como na biologia ou na música, catalogar e classificar os jogos quanto ao seu género e/ ou propósito  só ajuda a compreender as caraterísticas que os definem e a definir parâmetros acerca de como devem ser concebidos.

Na minha opinião, classificar os jogos que têm um propósito que vai para além do puro entretenimento de Serious Games, não é desprestigiante  para os restantes. É uma forma de apontar a um target do mercado e também, no seguimento do que disse mais acima, reunir competências que possibilitem dotar o jogo das tais caraterísticas necessárias para o cumprimento dos seus “objetivos sérios”.

Acredito que quem desenvolve e investiga na área dos Serious Games também reconheça a importância e a “seriedade” dos jogos em geral. Quem não vê isso ( a seriedade dos jogos) por norma também tem dificuldade em aceitar o contributo dos videojogos para assuntos mais sérios.

Assim sendo, o melhor mesmo é assumir que todos os jogos são sérios, mas só alguns são Serious Games!

 

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