Portugueses da Game Studio 78 preparam Hush

A primeira vez que ouvi falar de Hush, fiquei logo convencido do potencial do jogo. E bastou a premissa da narrativa. Bem, não bastou só isso. O artwork também é culpado. Mas a verdade é que, mesmo sem saber mais nada sobre o jogo, fiquei com muita curiosidade sobre Hush.

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É um jogo sobre uma miúda num orfanato sinistro, no mínimo, que tem de enfrentar literalmente os maiores medos das crianças, contado apenas com a ajuda do seu inseparável  Gogo e outros brinquedos. É um conceito interessante.  Basta dar uma vista de olhos no concept art, para percebermos que “há matéria” mais que suficiente para atrair as atenções dos fãs.

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Um dos fatores mais  ground breaking é a possibilidade de guardarmos o nosso progresso em multi-plataforma, aliás um conceito muito em voga graças principalmente à Apple.O grande senão deste cenário é o facto de termos de comprar o jogo para cada plataforma, o que acaba por inviabilizar a exploração ao máximo desta ideia.

Do pouco que se pode ouvir, faz-me lembrar Ib, um jogo que já aqui falei, que acaba por ter algumas semelhanças, tais como, o ambiente macabro, o facto do protagonista ser uma criança, a já referida música, enfim, espero que o fio narrativo seja no mínimo tão bom quanto Ib. Tem tudo para o ser.

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O jogo está a ser desenvolvido pela equipa portuense Game Studio 78. Um projeto que dá asas ao sonho com este Hush. Com isso entrei em contato para uma mini entrevista e saber mais pormenores sobre a Game Studio 78 e Hush.

1. Como é que surge a Game Studio 78?

A Game Studio 78 surge de um convite do Rogério ao Rui, para montarem o estúdio. O Rogério sempre teve a paixão pelos videojogos e aqui ela assumiu o seu ponto mais alto: ser capaz de produzi-los.

Entretanto fomos convidando mais elementos, à medida das nossas necessidades e hoje em dia somos 8, a caminho dos 9. Todos os elementos foram aceitando de forma imediata, todos eles se apaixonaram pelo projeto desde o primeiro momento que tiveram contacto com o mesmo.

A única exceção é o Ricardo, que foi o único a contactar-nos, demonstrando o interesse de integrar o projeto.

2. O vosso primeiro projeto – “Hush” – está em fase de desenvolvimento. Qual é o conceito do jogo?

O conceito essencial do jogo é o enfrentar dos medos. No HUSH, o jogador, enquanto Ashlyn, tem que superar os seus medos, que ganham vida no orfanato, de forma a escapar daquele lugar negro.

3. Como foi o processo criativo? Como é que surge a ideia para este jogo?

A ideia para o HUSH surge de um brainstorming, surge um cruzamento de ideias. No fundo, baseando-nos nos nossos gostos para criarmos um conceito totalmente novo. Tudo isto aconteceu em uma reunião, num sábado à tarde. Chegamos à base do nosso conceito e depois, nas reuniões seguinte, fomos aprofundando o conceito até o darmos com concluído.

4. Em que plataformas estará disponível?

O jogo será desenvolvido para várias plataformas (PC/Mac, iOS,WP8, Android, Xbox One, PS4, Wii U). O jogador poderá jogar do mesmo modo em todas as plataformas: pode começar a jogar no computador, salvar o jogo e continuar exatamente no mesmo sítio onde acabou, em qualquer outra plataforma.

5. Como será garantido o financiamento para o projeto?

O financiamento será garantido através do crowdfunding. Já houve um investimento significativo da nossa parte. Mas daqui para a frente estamos à espera de 180.000€ para produzirmos o jogo com a qualidade que pretendemos. É o valor que necessitamos, depois de termos feitos os cálculos apropriados.

6. Foi uma estreia para toda a equipa, ou algum elemento já tinha participado no desenvolvimento de outros jogos?

Foi uma estreia para a maior parte. No entanto, o Ricardo (level designer) e o Nelson (programador sénior) já estão na indústria de videojogos há alguns anos, estes dois já o fizeram.

7. E depois de “Hush”, há já alguma ideia em desenvolvimento?

Já há ideias, mas não foram desenvolvidas, neste momento estamos 100% dedicados ao HUSH.

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Entretanto, começou ontem a campanha  de Crowdfounding  para o jogo Hush. À semelhança do que é usual neste tipo de financiamento, quem contribuir tem acesso a material exclusivo. O contributo pode ir desde 1€ até 3000€.

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PLAYNESTI 2013



Podem já reservar na vossa agenda os dias 20 a 24 de Março  para a 2ªedição do PLAYNESTI. O evento tecnológico irá decorrer no Campus da Universidade dos Açores, e as inscrições para a LanParty variam entre os 3 e os 5 euros. Os restantes eventos (seminários, workshops, etc) serão gratuitos.

Para saber mais sobre o que está a ser preparado para esta  2ªedição entrevistei o Tiago Rocha, presidente do NESTI (Núcleo de Estudantes de Informática da Universidade dos Açores).

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1. Aproxima-se a segunda edição do PLAYNESTI, que balanço faz da edição do ano passado?
 :: Para uma primeira edição considero um sucesso, tendo em conta as condições, ou seja, uma equipa com pouca experiência onde se contava por uma mão os elementos que já tinham organizado algo do gênero. A divulgação também foi feita “em cima do joelho”, basicamente foi tudo feito à pressa e com pouca antecedência. No entanto a adesão  foi grande e o feedback que recebemos foi positivo.

2. A 1ªedição contou com workshops e seminários, entre os quais do Nelson Zagalo. É um formato a manter este ano?
:: Os elementos (workshops e seminários) são para manter, tentando sempre  abordar  os temas que o público procura/necessita. Este ano o objectivo é distanciar estes elementos dos torneios, ao contrário do ano passado que foi tudo em simultâneo.
 
3. Quais os torneios já confirmados? e Prémios? 
:: Torneios confirmados até agora, temos League of Legends, Fifa 13, trackmania, Age of Empires ll, Unreal Tournment. Prémios ainda não estão confirmados, no entanto, posso adiantar que todos os torneios terão prémios, e que serão bons prémios.
 
4. Que novidades podemos esperar este ano em relação ao ano passado?
:: Este ano estamos a apostar mais na área dos seminários/workshops. O Spintec (nome ainda não definitivo) é a principal novidade e tem como objectivo aproximar possíveis investidores a ideias inovadoras através da apresentação destas. Outras novidades são: a maratona de programação, utalks, e mais torneios na Lan Party. Para além disso vamos dinamizar a LAN PARTY com pequenos concurso/passatempos de modo a “matar” os tempos mortos.

5.O LOL (league of legends) foi a pérola do torneio o ano passado. A aposta mantêm-se este ano?
:: Sim o LOL foi o torneio com mais adesão na 1ª edição, e este ano vamos apostar novamente nele, a comunidade cresce, e a própria RIOT(empresa criadora e detentora do LOL) é super aberta a patrocinar. 

6. Há a intenção de ir além dos torneios dos jogos AAA , ou mainstream se preferirem? Ou seja, promover jogos indie e torneios alternativos?
:: É complicado organizar torneios de jogos mais alternativos, isto pelo facto de haver pouco publico, no entanto, será possivel a organização de um torneio deste tipo sendo este não oficial, basta para isso, os gamers quererem.
 
Ainda de acordo com Tiago Rocha, futuramente haverá um evento no facebook e podem ir acompanhando as novidades em http://www.facebook.com/PLAYNESTI .

Fiquem também com uma reportagem do AçoresVIP da edição do ano passado: