Museu Interativo do Super Mario

 

Antes demais, clique aqui para uma experiência interativa da história do Heroi #1 da Nintendo, o Super Mario.

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Há duas coisas a reter  sobre este trabalho:

1. O valor nostálgico da peça.  Apesar da intemporalidade do franchising, eu, tal como milhões de pessoas nascidas na década de oitenta, basicamente cresci com os jogos do Super Mario. Era incontornável na altura (finais de 80 / inicios de 90), tanto é que, nunca tive uma consola da Nintendo e lembro dos infindáveis domingos que passava em casa de amigos a jogar Super Mario. [Por curiosidade, eu era(sou) mais um Sega Person e  sou mais um adepto do Sonic, o que não invalida a admiração que tenho pelos irmãos canalizadores]

2. A experiência Interativa. Esta peça multimédia está muito bem conseguida. Mais do que o conhecimento técnico empregue ( HTML5 já não é tão novidade quanto isso) ,está a organização e disposição dos conteúdos, com pequenos apontamentos a apelar à interação com o cenário, sempre de forma diferente e divertida, ainda que nada de transcendente.  Por exemplo, o pormenor de no capítulo 3.3 ( 8 bit Era- SuperMArio Bros. 3) podermos escolher os itens de power up e em tempo real um “manequim Super Mário” veste-se de acordo com o poder, é delicioso. Levando-nos a à sensação de alegria e segurança, quando encontrava-mos estes itens no jogo.

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Por ultimo, à semelhança de qualquer museu, possibilita gerações mais novas terem o contacto com as várias fases e evolução de uma das mais bem sucedidas séries na Historia dos videojogos, que acompanha de perto a própria evolução desta indústria, desde as Arcades até ao 3D em Alta definição.

Este próprio formato de apresentação, é sem dúvida um modelo a explorar muito mais. Inclusive , os paradigmas de webdesign convergem neste sentido; navegação vertical ( ou horizontal) através de scroll, para nos dar a nós a possibilidade de escolha de ritmo de visualização e irmos descobrindo passo a passo.

Uma das áreas que mais pode beneficiar deste tipo de interatividade e apresentação é a Educação. Estes artefactos interativos, mesmo não tendo a complexidade dos jogos, são excelentes em contexto educativo, pois tal como referido anteriormente, possibilita os alunos definirem o seu próprio ritmo de aprendizagem. Com as ferramentas adequadas de partilha,o  que é quase standard hoje em dia, bom conteúdo num bom formato, rapidamente se  dissemina na web graças às redes sociais.

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Da Terra a Marte…em pixéis

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How far it is to Mars?, é um trabalho do interaction designer David Paliwoda e da graphic designer Jesse Williams. É uma motion-infographic   que consiste simular a distância do nosso planeta até ao nosso vizinho Marte.

Este artefacto  surge aqui no seguimento do que tenho vindo a falar, e reforça justamente dois ideias; 1º Os artistas procuram novas formas de comunicar as suas visões estéticas, 2º o interativo tornou-se tão importante, tão crucial, que são necessários interaction designers, motion designers, user interface designers, etc.

Já não se trata apenas de proporcionar uma experiência visual agradável. É necessário permitir uma experiência de interactividade também agradável.

Neste trabalho de Paliwoda, a interação é minimalista. Conseguimos experienciar  este artefacto com dois cliques apenas. Mas é o automatismo da “viagem” que torna as coisas interessantes. Estamos constantemente em sobressalto, um “está quase lá” recorrente. É difícil tentar perceber a distância entre planetas, pois são escalas com que não lidamos. Converter as coisas para pixéis? Bem, agora já falamos a mesma lingua!

Podem “viajar” até marte neste link!

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