Collectors Bridge – a ponte que une os colecionadores

logo-negative-blueBGNasceu uma nova Rede Social ( ok, até aqui nada de novo), mas esta tem 2 aspetos fundamentais: 1º é uma rede que promove a partilha e o contacto entre Colecionadores, sim, porque todos nós somos colecionadores por natureza ; 2º e talvez mais importante, é um projeto Português.

Esta nova rede, a Collectors Bridge, encontra-se aberta em fase Beta. Podem fazer o registo e contribuir para aprimorar o projeto nesta fase essencial.

Pessoalmente, acho o projeto bem interessante e não só vou partilhar as minhas colecções “atuais”, como Jogos, Livros, CD’s de Música, Consolas e jogos de tabuleiros, como serviu de mote para recuperar as minhas coleções de infância como, “Matutazos”, “G.I. JOE”‘s, Calendários, Cromos, etc.

Uma boa rede para partilhar e mostrar orgulhosamente as nossas colecções mas, mais importante, criar contactos com outros colecionadores e quiçá conseguir aqueles itens raros que enriquecem sempre qualquer colecção.

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Era das Redes Sociais

 

Num artigo para o Meia de Rock, escrevi sobre o impacto das redes sociais na industria musical, principalmente na maneira como se consegue mais facilmente chegar aos fãs e promover artistas e obras que de outra forma nunca chegariam às pessoas. Não podia deixar de passar esta oportunidade de retocar o assunto, mas alargando o conceito e aprofundando a análise sob vários prismas.

Se me pedissem uma opinião pessoal/profissional, eu diria que as Redes Socias são tudo menos diversão. Está certo que milhões de utilizadores vão lá para ver fotos dos colegas, fazer “gostos” e falar com amigos que não vêm à anos (ou nunca conheceram pessoalmente na vida), vão lá com o intuito de desanuviar. Mas eu vou ao cinema com o intuito de desanuviar e isso não implica que não seja um negócio, uma indústria.

Ora vejamos; milhares de empresas pelo mundo fora desenvolvem aplicações para as redes sociais, outras milhares gerem campanhas de marketing específicas para essas plataformas, assim como empresas de comunicação recorrem às ferramentas aí existentes, empresas de organização de eventos potenciam as suas atividades nas redes sociais, empresas de webdesign e ilustração desenvolvem conteúdos para Facebook como outrora desenvolviam para os sites institucionais das empresas.

socialnetworking

Com alguns anos de experiência profissional na área de desenvolvimento web, tenho dado comigo a ser cada vez menos um web developer para ser cada vez mais um “Social Profiler“, isto é, estudar, projetar e implementar Perfis Sociais  dos clientes. Garantir a integridade entre as mais variadas redes (sim a maioria delas já vêm inclusive preparadas para funcionarem em conjunto) e complementaridade com o site institucional, assim como traçar um plano de atividade.

Mas engane-se quem pensa que as redes socias vêm substituir os sites corporativos. Estudos demonstram exatamente o contrário, que publicações a vender produtos tendem em afastar os seguidores. O recurso a essa “plataformas sociais” deve ser exatamente para isso; Socializar. Interagir, dar-se a conhecer, manter-se na “boca do povo”(Como?Isso seria outro artigo). Com uma presença nas Redes Sociais bem perfilada, tanto na projeção/implementação inicial como na manutenção diária, o aumento de volume de negócios, de vendas, acabará por surgir  naturalmente sem ter de estar diretamente escarrapachado nos “murais”.

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Vendo de outro ângulo, milhões de indivíduos expõem os seus trabalhos, o seu currículo nestas plataformas. Bons trabalhos geram visualizações, que por sua vez geram buzz, que por sua vez aumenta as probabilidades de esse indivíduo ser detectado, quiçá recrutado, por uma grande empresa do lado oposto do globo. Essa disponibilidade leva a que os melhores invistam a sério na sua formação e produção, o que direta ou indiretamente leva a mais inovação e desenvolvimento.

Isso das Redes Sociais, é uma estrutura tão forte e complexa que deveria haver disciplinas inteiras dedicadas ao assunto. Pode parecer exagerado por parte de quem utiliza as redes sociais para “mexericos”, mas quem compreende o potencial empresarial, académico e pedagógico certamente concorda comigo. E o mais interessante é a multi-disciplinaridade do assunto. Alunos de Comunicação, Informática, Belas Artes, Relações Públicas, Marketing, todos estes ficariam bem servidos com esta “tal de disciplina”, e veriam as suas áreas de acção serem potenciadas por este fenomeno de Social Network.

É um facto: nunca a arte esteve tão acessível. E quando digo arte não me refiro apenas necessariamente a Rembrandt ou Mozart, refiro-me a todos os artefactos “home made“, a experimentos de estudantes e curiosos que muitas vezes estão na base de verdadeiras revoluções. Revoluções essas que são potenciadas pelo simples facto de haver exposição do que está a ser feito, partilha de ideias e conhecimentos e discussão de resultados e abordagens. Lá está, tudo isso graças às facilidades apresentadas pelas redes sociais tanto no alargamento da carteira de contactos, como soluções para partilha e publicação.

Já não há desculpas para viver no anonimato artistico, é só criar e partilhar. Criar e partilhar.