The ElderScrolls Online

 

Para os apreciadores de RPG’s, beste caso em concreto de MMORPG’s estão abertos os registos Beta para a versão Online de The Elder Scrolls.

ESO

Artwork de “the Elder Scrolls Online” (ESO)

Podem seguir no site oficial e acompanhar passo a passo as novidades da Bethesda. Há alguns questões no ar como, “será gratuito? Será que vai satisfazer os fãs de Skyrim, Oblivion ou Morrowind? Ou será que isso de MMORPG’s já acabou?”. Questões que a seu tempo serão respondidas. No entanto com trailers destes é difícil de não estar entusiasmado:

Vai ser possível percorrer todo o continente de Tamriel. Ir a sítios que conhecemos dos jogos anteriores e vamos poder ir a lugares que só conhecemos dos mapas e dos diálogos da série TES.

It is a time of strife and unrest. Armies of revenants and dark spirits manifest in every corner of Tamriel. Winters grow colder and crops fail. Mystics are plagued by nightmares and portents of doom.

Existem 3 fações diferentes às quais podemos pertencer: The Daggerfall Covenant, The Aldmeri Dominion, The Ebonheart Pact. A primeira fação resulta da união entre Orcs, Bretons e RedGuards, pertencendo à segunda podemos assumir uma personagem de raça High Elf, Wood Elf e Khajiit e por último temos os Nords, Argonians e Dark Elfs a compor o “Pacto do Coração Negro”. Nada de novo para quem está familiarizado com o universo de TES.

Assumindo uma destas raças e escolhendo uma classe (haverá algumas classes inéditas relativamente aos jogos da série) teremos que ajudar a nossa fação a conquistar territórios e a mantê-los em épicas batalhas com centenas de jogadores onscreen.

Existem poderosos artefactos, os Elder Scrolls, que cada Aliança pode retirar às alianças rivais menos preparadas e guardá-las no seu Stronghold para usufruir dos bónus. Em última instância, o jogador de ranking mais elevado de cada aliança pode ser coroado Imperador. Portanto, luta-se pela aliança mas também cada jogador luta por sí próprio na esperança de receber os bónus e gratificações de ser Imperador.

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Haverá armas de cerco para os assaltos aos StrongHolds (imagem de artwork)

A ideia de controlar um trono permanentemente em disputa, não por duas, mas três fações, num sistema de Leaderboards e Achievements que promove o equilibrio entre jogadores experientes e novatos (inclusive estes também podem ambicionar o trono) promete. E se promete. Mas como diria o outro ” Prognósticos, só no fim”. Até lá, resta estar de olho nos acontecimentos e esperar que façam mais teasers deliciosos como o primeiro vídeo.

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Skyrim

 

Não podia deixar passar a oportunidade de fazer uma análise aquele que foi considerado um dos melhores jogos de 2011: the Elder Scrolls V: Skyrim. Ainda para mais em vésperas de quadra natalícia e no rescaldo do lançamento de mais um DLC, “Dragonborn”.

Eu entrei no universo “the Elder Scrolls” recentemente. Foi só a partir de Oblivion, the Elder Scrolls IV que comecei a percorrer os territórios inóspitos de Tamriel e foi quase acidentalmente, pois o jogo estava à venda a um bom preço e decidi experimentar. Passei bons momentos com Oblivion e depois de terminar o jogo fiquei curioso para o que poderia surgir com a sequela. Esta foi lançada a 11 de novembro de 2011 (a curiosa data de 11-11-11.O marketing tem destas coisas!) e ofereceram-me pelo Natal.

Já passou quase um ano e a realidade é que não sei se já joguei 20% de Skyrim. Em parte pela pouca disponibilidade, mas principalmente pela imensidão do jogo. À semelhança do seu predecessor, the Elder Scrolls V: Skyrim oferece uma main quest que garante horas e horas de dedicação e sem adiantar muito…leva-nos à caça de dragões. Iep, é mesmo isso, dragões! Nós, encarnando um personagem humanóide ( há 10 raças diferentes) lutamos mano a …dragano! com estas criaturas voadoras de 10 vezes o nosso tamanho! Cumprida a hercúlea tarefa, absorvemos a alma do dragão e desbloqueamos um dragon shout, que é uma forma arcana de magia projetada pela voz.

No entanto, se quisermos, nem precisamos de seguir a demanda principal. Há muito para fazer em Skyrim, desde tarefas simples para os cidadãos até quests a pedido dos Jarls (os líderes), passando por missões muito peculiares que temos de cumprir se queremos pertencer a uma das várias facções existentes no jogo. Podemos comprar casa numa das principais cidades, e podemos…casar!

Podemos caçar e usar a carne para vender ou cozinhar (existem várias receitas disponíveis) e a pele para construir equipamento. Podemos extrair minérios, numa fundação converte-los em metal e num ferreiro criar as nossas próprias armas e armaduras. Podemos fazer poções e “encantar” o nosso equipamento.Podemo-nos tornar vampiros ou lobisomens e podemos assumir uma postura assassina furtiva, evoluir como guerreiros ou como magos!

E é aqui que este RPG começa a fazer a diferença! Ao contrário de distribuir pontos pelas habilidades que pretende evoluir, o jogador evolui as habilidades que efetivamente utiliza. Por exemplo, um jogador que utilize light armor evolui essa caraterística sem restrições da classe típica deste género. Falando em classes, este é o primeiro RPG que jogo em que realmente ser mago compensa mesmo no nível mais baixo, no entanto o verdadeiro divertimento em ser um mago está no nível master.

O mapa é enorme, mas mais que isso, é visualmente deslumbrante. Acontecem fenómenos atmosféricos em tempo real, desde nevar a esplendorosas aurora borealis. Skyrim é um portento tecnológico. Munido com o Creation Engine, Havok Physics e o Radiant AI, o jogo permite uma maior fluidez de cenários e principalmente expressar uma sensação de detalhe e realismo ( depois de passar por uma tempestade de neve, parece que somos impelidos a aquecer-mo-nos junto à lareira de uma estalagem, mesmo sabendo que isso não representa melhorias no nosso personagem, é mesmo apenas a sensação de conforto aparente). As expressões faciais e animações são muito superiores ao seus antecessor e a inteligência Artificial…Ah a Inteligência Artificial!! Todos os personagens vivem o seu dia a dia independentemente de interagirmos ou não com eles. Um NPC (non-playable character) sai de casa, vai trabalhar, come, dorme, pode ser atacado por uma matilha de lobos, ladrões ou mesmo por um dragão, e a primeira vez que o encontramos no jogo ele pode já estar morto à beira da estrada e nós nunca chegamos a encetar um diálogo com ele.

Se temos de salvar alguém ou recuperar um tesouro, o sistema analisa todas as masmorras e cavernas onde já estivemos, e coloca o nosso “objetivo” num novo local ainda por explorar. Os encontros com as criaturas (dragões, gigantes e mamutes por exemplo) são aleatórios. É normal acontecer estarmos a passar e um dragão ataca um grupo de bandidos que se preparava para nos assaltar.

A imensidão do jogo alastra-se até ao audio. Contrastando com os 9 voice actors de Oblivion , Skyrim conta com cerca de 70 atores. A banda sonora é fantástica, o tema principal é cantado por um coro de 30 pessoas na linguagem “Draconic” criada para o jogo pelo concept artist Adam Adamowicz, e consegue reproduzir as diferentes “atmosferas” do jogo, tensão, calma, descoberta, grandiosidade, etc.

Relativamente aos DLC’s, até ao momento a Bethesda já nos gratificou com 3: Dawnguard, Heartfire e o mais recente Dragonborn. Confesso que ainda não tive a oportunidade de jogar nenhum, mas gostaria de salientar Hearthfire, onde nós podemos comprar uma parcela de terreno e construir a nossa própria casa. Em Dragonborn podemos montar dragões, e em Dawnguard podemos ser uma espécie ancestral de vampiro muito mais forte dos que encontramos habitualmente em Skyrim. No futuro poderei fazer uma apreciação mais pormenorizada destes DLC’s.

A Bethesda subiu a fasquia com Skyrim sem dúvida. Criou-se um novo mote para o que é um jogo de mundo aberto, com verdadeira liberdade de ação e, com o avanço tecnológico, dificilmente será aceite produções com opções técnicas inferiores. E enquanto espero por um Elder Scrolls VI, vou tentar arranjar os primeiros jogos da série para melhor perceber também a evolução da mesma.